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PostHeaderIcon AFSOndine incentiva a Pesquisa da Síndrome em Ratos

  

A equipe do Inserm, órgão de pesquisa localizado no Hospital Robert Debré de Paris, desenvolveu após vários anos, uma nova tecnologia para estudo dos filhotes de ratos com medidas não-invasivas. A incubadora Phénopups permite o acompanhamento da fenotipagem de ratos jovens, proporcionando a medição dos filhotes ao nascer, além do monitoramento de funções como freqüência respiratória, cardíaca (ECG), temperatura, movimentos corporais, vocalizações ultra-sônicas, sempre sob condições controladas (a taxa de CO2, O2, temperatura da incubadora e efeitos das drogas).

A incubadora phénopups também é usada para estudar apnéia em ratos prematuros, os efeitos desenvolvimento do cérebro e as habilidades cognitivas, que posteriormente servirão de fonte informações para pesquisa de tratamentos para crianças.

  

Filhote de rato dorme na incubadora enquanto é observado por cientistas.

Ratinho é cuidadosamente observado na incubadora.

A incubadora Phénopups é um trabalho da equipe liderada Jorge Gallego, Myriam Bouslama, Boris Matrot e Estelle Durant. Esta nova plataforma é essencial em estudos realizado pela síndrome Nelina Ondina Ramananstoa.

Papel do gene PHOX2B no controle ventilação na síndrome de Ondina.

Depois de concluir seu mestrado com o tema da Síndrome de Ondine, Nelina Ramanantsoa apresentou sua tese de doutorado intitulada "O Papel gene PHOX2B no controle ventilatório: aplicação Síndrome de Ondine ", em 03 de dezembro de 2009, na Unidade Inserm Hospital Robert Debré, em Paris.

Qual é o papel do gene PHOX2B no controle da respiração do recém-nascido?

Para responder a esta pergunta, Nelina Ramanantsoa estudou em nível fisiológico ratos recém-nascidos em que um alelo do gene PHOX2B tinha sido inativado (a inativação de ambos alelos do gene provoca a morte em embriões in utero). Esses ratos, que sobrevivem sem tratamento e são férteis, não são estritamente modelos de discussão da Síndrome de Ondine. Mas seu estudo fornece informações fisiológicas interessantes sobre o papel dos genes durante o desenvolvimento PHOX2B após do nascimento.

Através de estudos respiratórios realizados em ratos com a mutação da síndrome, Nelina Ramanantsoa confirmou que a falta de resposta a hipercapnia ventilatória depende principalmente das células quimiosensoras localizadas no tronco cerebral. O estudo também demonstrou que a atividade dos dispositivos quimiorreceptores (localizados no corpo carotídeo e principalmente sensíveis à falta de oxigênio) foi aumentada em ratos com a mutação, provavelmente por um efeito de uma compensação parcial da inativação dos quimiorreceptores centrais.

Globalmente, estes resultados mostram que a inativação um alelo do gene PHOX2B perturba bastante geral funções vitais (respiração, termo-regulação). O mais afetado é a respiração, refletindo seu alcance em parte de outras funções.

Este estudo, juntamente com outros em andamento, fornecem, em conjunto, novas perspectivas sobre os mecanismos da Síndrome de Ondine, e se desdobram em novos caminhos de investigação do tratamento e quem sabe, até de cura.

 

Publicações:

1. Ramanantsoa N, Vaubourg V, Matrot B, Vardon G, Dau-ger S and Gallego J. Effects of temperature on ventilatory response to hypercapnia in newborn mice heterozygous for transcription factor Phox2b. Am J Physiol Regul Integr Comp Physiol 293: R2027-35, 2007.

2. Ramanantsoa N, Vaubourg V, Dauger S, Matrot B, Var-don G, Chettouh Z, Gaultier C, Goridis C and Gallego J. Ventilatory response to hyperoxia in newborn mice hete-rozygous for the transcription factor Phox2b. Am J Phy-siol Regul Integr Comp Physiol 290: R1691-6, 2006.

3. Dubreuil V, Ramanantsoa N, Trochet D, Vaubourg V, Amiel J, Gallego J, Brunet J F and Goridis C. A human mu-tation in PHOX2B causes lack of CO2 chemosensitivity, fatal central apnea, and specific loss of parafacial neu-rons. Proc Natl Acad Sci U S A 105: 1067-72, 2008.

 

Como contribuir para o desenvolvimento de pesquisas neste segmento

Entre os recursos arrecadados pela Associação Francesa da Síndrome de Ondine (AFS Ondine) com doações e ações promovidos por familiares e parceiros, 87% dos investimentos são feitos em projetos de ajuda à pesquisa da Síndrome e de uma potencial cura.

A empresa Bouygues também apóia a AFSOndine permitindo subsidiar, há vários anos, uma bolsa de pesquisa científica.

Entre as ações promovidas pelas famílias para arrecadar fundos destacam-se:

- caixa de coleta nas lojas
- corridas esportivas
- venda de bolos e artesanato
- shows sobre o tema da Síndrome de Ondina
- campanha de e-mails com um pedido de doações
- Solicitação junto a empresas

Se você puder, daqui do Brasil, também pode doar. Acesse AFSOndine e se puder, ainda, ler em francês ou inglês aproveite para conhecer um pouco mais sobre o trabalho da associação.


Última atualização (Sáb, 15 de Maio de 2010 15:03)

 
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PostHeaderIcon Dê a mão para José Cassiano

Já falamos desse caso aqui na comunidade, mas vamos voltar ao assunto. Um valente rapazinho chamado José Cassiano, portador da Sindrome de Ondine, morador da cidade de Belém - PA, depois de um ano hospitalizado, não conseguiu o home care, e só pôde ir para casa graças à coragem dos seus pais que assumiram uma dívida de 24 mil reais, comprando todos os equipamentos dos quais ele necessitava para ir para casa com segurança, tais como respirador, oximetro, bala de oxigênio, entre outros.

Através de doações eles já quitaram 3, das 6 parcelas de 4 mil reais. Mas está chegando a data do vencimento do boleto de maio. Portanto, se vc quiser fazer uma boa ação, não hesite em fazer uma doação para a família. Seguem os dados:

Banco: Caixa Economica Federal/Poupança
Nome: Vivaldo Monteiro Pereira Junior
Agencia:0022 OP:013 Conta:2009 DV: 7

Você também pode entrar em contato direto com a mãe do pequeno José: Deborah (91) 3257-4381/ 8845-3839

Ajude essa família a permanecer unida, em sua casa. Doe o que puder. Você vai fazer parte dessa história.

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José dormindo pela primeira vez em casa.

Como qualquer criança, travesso e feliz.

Última atualização (Sáb, 24 de Abril de 2010 04:22)

 
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PostHeaderIcon Portal da comunidade brasileira das famílias com a Síndrome de Ondine.

União Brasil

Esse espaço é dedicado às pessoas com a Sindrome de Ondine, seus familiares e profissionais que cuidam deles. A Síndrome também é conhecida como CCHS - Congenital Central Hypoventilation Syndrome, Síndrome da Hipoventilação Central Congênita, Ondine's Curse ou Undine's Curse.

Nosso principal objetivo é dar auxílio e conforto aos portadores da síndrome, a seus familiares e aos profissionais da área da saúde do Brasil, com informações sobre essa patologia, reunindo forças para conquistarmos juntos um melhor tratamento para essas pessoas e fomentar a criação do Plano Nacional para Doenças Raras.

Um estudo francês estima que a Síndrome de Ondine tenha uma incidência de 1 caso para cada 200.000 nascimentos[1]. Ainda segundo esse estudo, esse número pode ser maior considerando o desconhecimento acerca dessa doença por parte da comunidade médica francesa, além da variabilidade dos sintomas clínicos apresentados.

Com base nessa estatística estimamos que existam no Brasil aproximadamente 1.000 pessoas com a síndrome.

Entretanto, se na França, que tem um cadastro nacional e um plano governamental de tratamento da Síndrome de Ondine, essa estatística ainda é falha pelo desconhecimento da doença e a conseqüente falta de diagnósticos corretos, no Brasil a situação é ainda muito mais precária.

Contando os casos conhecidos através da internet e de relatos médicos, chegamos a 11 casos diagnosticados no país, ou seja, apenas 1% dos casos existentes.

A difusão de informações sobre a Síndrome de Ondine através desse e de outros sites, nacionais e internacionais, e comunidades virtuais são os instrumentos com os quais esperamos ajudar a melhorar esse quadro. Dessa forma, mais casos poderão ser diagnosticados, mais precocemente, com menor sofrimento para pais e crianças e maior segurança e clareza para profissionais conduzirem o tratamento.


[1] Trang H, Dehan M, Beaufils F, Zaccaria I, Amiel J, Gaultier C, French CCHS Working Group. The French Congenital Central Hypoventilation Syndrome Registry: General data, phenotype, and gentype. Chest. 2005; 127:72-9.

Última atualização (Sáb, 24 de Abril de 2010 04:28)

 
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